A Catedral de Sevilha (Catedral de Santa Maria da Sede) foi construída aproveitando a estrutura da antiga mesquita almóada que ocupava o terreno, o que explica a planta quadrada em vez da tradicional cruz latina. Complementando o que disse, alguns pontos úteis:
História e cronologia: a mesquita almóada do local foi erguida no século XII durante o domínio muçulmano (almóadas). Após a Reconquista de Sevilha em 1248, a mesquita passou a ser usada como igreja; entre 1401 e meados do século XVI construiu‑se a actual catedral gótica sobre essa base.
A Giralda: o campanário é, de facto, o minarete da antiga mesquita, transformado e ampliado nos séculos XVI (com a adição do corpo renascentista e do Giraldillo no topo). Com quase cem metros de altura, é um dos ex-libris da cidade.
Elementos herdados: o Pátio das Laranjeiras (o antigo pátio de abluções) e a Porta do Perdão são vestígios directos da mesquita.
Importância e reconhecimento: é a maior catedral gótica do mundo e, juntamente com o Real Alcázar e o Archivo de Indias, integra um conjunto classificado como Património Mundial pela UNESCO (1987).
Outras curiosidades: alberga a sepultura atribuída a Cristóvão Colombo (há debates sobre a autenticidade e a localização exacta dos restos) e foi concebida para demonstrar a riqueza e o poder de Sevilha na época.